Teorias defendem a polarização de usuários do Facebook, enquanto novo estudo reforça a pluralidade de informações disponíveis
Publicado em 12/02/2012 | Rafael Waltrick
Oito anos de vida. 250 milhões de fotos e 2,7 bilhões de comentários postados por dia. 451 novos usuários cadastrados a cada minuto no mundo. Haja números para decifrar o fenômeno Facebook, uma das poucas unanimidades entre internautas de diferentes países e classes sociais. Prestes a atingir a marca de 1 bilhão de “habitantes”, em agosto deste ano, a rede social é hoje também o centro das atenções de pesquisadores e acadêmicos. Alguns desses, muito mais descrentes quanto à real capacidade do Facebook em conectar e integrar todas as pessoas do planeta, como defende seu criador, Mark Zuckerberg.
Para parte dos estudiosos, a rede social, ao invés de abrir os olhos dos usuários para diferentes culturas e opiniões, vai na direção oposta: os internautas tendem a somente ler, assistir e compartilhar links e notícias que confirmem suas próprias crenças e a de seus amigos próximos, virtuais ou reais. E vai além. Ao contribuir pa¬¬ra criar um mundo cada vez mais polarizado, o Facebook, e a web como um todo, seria incompatíveis com o conceito de democracia. Tais teorias, que vieram à tona no fim da década passada, receberam nomes sugestivos, como Filter Bubble e Echo Cham¬ber (bolha-filtro e câmara de eco, na tradução literal para o português).
Fonte: Gazeta do Povo.

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